Salve o Sitio do Cajueiro

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O Sítio do Cajueiro, assim como outras localidades do Coque são áreas de ocupações realizadas pelos antigos moradores do Coque, dentre elas a Beira da Linha, Pitangueira, Areinha, Loteamento, Fernandinho, Realeza, Vila do Papel, Vila dos Motoristas, Vila Zenaide e Vila Brasil.

Essas ocupações aconteceram ao longo dos anos. As casas eram de palafitas, depois de madeira e alvenaria.

O Sítio do Cajueiro foi ocupado por várias famílias, dentre elas a dos Benício que plantaram as árvores que hoje estão ameaçadas de cortes pelo Governo Estadual para as obras de ampliação do Terminal Integrado de passageiro Joana Bezerra, no Coque.

Os Moradores do Sítio do Cajueiro foram expulsos de suas casas e várias árvores centenárias já foram derrubadas e queimadas.

Os Moradores que dali foram expulsos eram da sexta geração dos Benícios. Naquelas árvores moravam 17 saguis, um gavião e um casal de corujas que também foram expulsos e mortos!

O SÍTIO HISTÓRICO DO CAJUEIRO DO COQUE representa para nós o nosso MARCO ZERO, a única lembrança viva das ocupações originais do Coque que restou além dos próprios moradores!

Ao longo da nossa História, das ocupações, aterros, construções de casas, famílias e meios de sobrevivência, sempre fomos expulsos. As expulsões mais recentes são do Sítio do Cajueiro e da Rua Ibiporã, para a construção do Canal Ibiporã.

Pedimos o tombamento  do Sítio do Cajueiro, emitimos vários ofícios e um abaixo-assinado, pedindo a não derrubada das árvores centenárias e até hoje nada nos foi comunicado em resposta.

Estamos vigilantes e crentes que o Governo do Estado recue no propósito de derrubar essas árvores centenárias e assim evite cometer UM CRIME AMBIENTAL E DESTRUIR O MARÇO ZERO DOS MORADORES DO COQUE.

Recife, 27 de março de 2014.
Coordenação do Ponto de Cultura Espaço Livre do Coque

Obs:
Texto originalmente apresentado pelo PCELC exposição do Museu na Fundaj Derby em 2014.

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